Design systems que sobrevivem à entrega

A maioria dos design systems morre três meses depois do lançamento. Normalmente por excesso de ambição, não por falta dela.

Experiência de marca, reimaginada.

Já herdámos bibliotecas com quatrocentos componentes onde a equipa usava sete. O problema não era qualidade — era que ninguém conseguia encontrar nada e, mais importante, ninguém sabia quando era permitido criar algo novo.

Comece pelos tokens, não pelos componentes

Cor, escala tipográfica, espaçamento e raio. Quatro grupos, valores contados, nomes semânticos e não descritivos. "surface-muted" sobrevive a um rebranding; "cinza-claro-2" não.

Documente a decisão, não o componente

O código já mostra as props. O que falta na documentação é sempre a mesma coisa: quando usar este componente e quando não usar. Duas frases por componente resolvem mais discussões do que uma página de exemplos.

  • Um dono nomeado, com tempo alocado — não "a equipa".
  • Um canal onde se pede um componente novo e se recebe resposta.
  • Uma revisão trimestral que remove o que não é usado.
  • Versionamento visível, para que ninguém tenha medo de actualizar.

Um design system não é uma biblioteca. É um acordo — e os acordos precisam de manutenção.

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