Otimizar um site para LLMs: o que muda em relação ao SEO clássico
Os motores de resposta não rastreiam páginas — extraem factos. Isso muda a forma como se estrutura conteúdo, marcação e navegação.
Durante vinte anos, otimizar um website significou competir por posições numa lista de dez links azuis. Hoje uma parte crescente das perguntas nunca chega a essa lista: é respondida directamente por um modelo. O trabalho continua a chamar-se SEO, mas o objecto mudou.
Um modelo não lê o seu site — lê uma passagem
Sistemas de recuperação partem o conteúdo em blocos e indexam cada bloco isoladamente. O bloco que for citado tem de fazer sentido sem o resto da página: sem "como vimos acima", sem contexto implícito, sem depender de um título que ficou três secções atrás.
- Um H2 por ideia, escrito como pergunta ou afirmação completa.
- O primeiro parágrafo de cada secção responde ao H2 sem rodeios.
- Números, datas e nomes próprios explícitos — não "o ano passado".
- Uma definição por conceito, na primeira vez que aparece.
Dados estruturados deixaram de ser opcionais
JSON-LD é a forma mais barata de dizer a uma máquina o que uma página é. Organization, WebSite, Article, BreadcrumbList, Service, FAQPage e Person cobrem quase tudo o que uma agência precisa. O erro comum não é a ausência de schema — é schema que contradiz o HTML visível.
Se o schema diz uma coisa e o texto diz outra, o modelo confia no texto e desconfia do site.
llms.txt: o robots.txt da era dos modelos
Um ficheiro de texto na raiz que descreve o que o site é, quais as páginas canónicas e onde está a informação de contacto. Não substitui um sitemap, mas dá a um agente um ponto de entrada legível em vez de o obrigar a inferir a arquitectura a partir do menu.
O que continua exactamente igual
Velocidade, HTML semântico, links internos com texto descritivo e conteúdo que responde a uma intenção real. Nenhuma destas coisas mudou. O que mudou foi o custo de as ignorar.
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